sábado, 13 de fevereiro de 2010

SEM COMPANHIA

Senti-me como outra pessoa após aquele banho frio de mar. Queria ter nascido ali, em meio àquelas espumas. Estes dias estavam fazendo-me bem! Tinha olhos para Jorge - verdade -, outros planos também, para ele, mas Circe havia sido tão receptiva, tão... amiga, que talvez eu repensasse tais desejos. Retirei-me à varanda, que na sua extensão podia-se observar tanto o mar como os montes no lado oposto. O dia trazia uma luz pastosa, nem conseguia distinguir algo por entre as árvores que se erguiam por trás. Nesta calmaria era como estar no céu, sentada ao lado de Deus numa confortável cadeira de espaldar alto, olhando para o mundo aos meus pés. E olhei o dia passar, naquela lerdeza também se iniciou a noite.

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